Quando as bets saíram das camisas, sobrou um buraco grande demais para ser ignorado. Alguns clubes deixaram o espaço em branco. Outros improvisaram. O Corinthians e o Internacional escolheram um caminho diferente: fecharam acordos pontuais com a Shopee.
Não é um contrato de longo prazo. É um acordo para jogos específicos até o fim do Brasileirão. A marca da plataforma de e-commerce aparece na frente da camisa, nos LEDs do estádio e nas redes do clube. Em troca, o time ganha visibilidade e uma receita que, embora menor, pelo menos existe.
O que o movimento diz sobre o momento
O futebol brasileiro descobriu, na prática, o quanto dependia de um único setor. Agora tenta se virar com o que aparece.
Enquanto o Flamengo ainda protesta com frase na camisa e o Palmeiras joga sem patrocinador máster, Corinthians e Internacional preferiram resolver o problema imediato: preencher o espaço vazio e gerar alguma receita.
Um acordo por jogo, não por temporada
A diferença entre o patrocínio máster que existia antes e o que aparece agora é de escala e de duração. O contrato antigo cobria a temporada inteira, entrava no planejamento do departamento de futebol e aparecia no balanço. O acordo com a Shopee vale para partidas específicas, com entrega definida jogo a jogo.
Para o clube, isso significa receita real, mas sem previsibilidade. Para a marca, significa exposição pontual num campeonato que ainda não sabe qual regra vale até dezembro.
Como os clubes chegaram a esse ponto está explicado em a camisa vazia do Brasileirão e o R$ 1 milhão por partida. O pedido ao Supremo pelos contratos suspensos está em os 23 clubes e os R$ 430 milhões.
É um contrato de temporada?
Não. É um acordo para jogos específicos até o fim do Brasileirão.
Onde a marca aparece?
Na frente da camisa, nos LEDs do estádio e nas redes do clube.
Quem mais ficou sem patrocinador máster?
O Palmeiras joga sem patrocinador máster. O Flamengo mantém o protesto com frase na camisa.